Tuesday, May 17, 2005

GURU 7.0

Por aqui existe uma relação de obcessão-respeito por Dj Premier e Guru, (Gifted Unlimited Rhymes Universal... para quem pudesse ainda não saber!) membros activos dos Gangstarr. E ambos músicos a solo com discografias extensas e um profundo conhecimento musical. Desta feita Guru funda a Guru 7.o e lança um projecto com o companheiro de produção Solar (não confundir como eu fiz com MC Solaar, que já entra nos projectos de Guru desde Jazzmatazz Vol.1- recorde-se a genialidade de "Le bien, Le Mal"). Assim para além da série Jazzmatazz que já conta com 3 volumes e o quarto foi anunciado para este ano que já está a meio! E mais os projectos Baldhead Slick and Da click e Guru Presents ... Ill Kid Records, surge mais este projecto a juntar a discografia a solo de Guru!

Desta vez o novo álbum, cuja tracklist e alguma informação podem visualisar aqui.


[01] No Time
[02] False Prophets
[03] Step in the Arena (I'm sayin) ft. Doo Wop
[04] Don Status feat. Styles P.
[05] Hood Dreamin
[06] Cave In
[07] Surviving Tha Game
[08] Hall of Fame
[09] Talk to Me feat. Jaguar Wright
[10] Too Dark 2 See
[11] Power, Money and Influence feat. Jean Grae and Talib Kweli
[12] Kingpin
[13] Fa Keeps
[14] Real Life feat. B Real
[15] Feed the Hungry
[16] Talkin' Loud and Frontin'
[17] Open House
[18] I Gotta...
[19] Whats my Life Like?

Produzido por Guru e Solar, disponivel para venda 31 de Junho, nos states. (esperemosum pouco mais talvez...)

É caso para dizer:
Full clip, do you wanna mess with this....
Gang starr, one of the best yet....Im nice like that....
Its all good, in this business of rap....
Full clip, do you wanna mess with this....Gang starr, one of the best yet....
Im nice like that....Its all good, so I suggest you take a rest...!

Monday, May 09, 2005

Bulllet e Ithaka!

Bulllet ainda com o ultimo : Torch Songs for Secret Agents, é agora revisitado por Armando Teixeira (o próprio Bulllet) e por Darin Papas (o próprio Ithaka). Num álbum de remistura onde se passam os temas do agente Vladimir Orlov com uma nova cara.
O álbum de remisturas terá lançamento prévio fora de terras lusas e depois teremos a opurtunidade de o adquirir por cá, o génio de Armando Teixeira espalha-se mais uma vez sob o pseudónimo Bulllet, onde já tinha três registos: o primeiro e surpreendentemente genial: the Lost Tapes, o EP vocalizado por Kalaf intitulado The Lost Vocal Tapes e o mais recente Torch Songs for Secret Agents.


Esperamos ansiosos por mais Armando teixeira!


Paz!

Wednesday, May 04, 2005

And it sounds like...


Este disco... esta cartolina com recortes... é algo que já me fazia suspirar desde há muitos meses, desde que tive um pequeno vislumbre, desde que ouvi algumas das suas primeiras notas, soube que se tratava de um disco de fusão entre os recantos mais rebuscados do hip-hop em terrenos instrumentais com o jazz, swing... blues... lembro-me de uma linda voz, e da mais perfeita orquestração que já tinha ouvido ser proferida por uma Mpc2000...


Acontece isto quando um produtor deixa que o público entre na sua mente, ouça as "suas" notas, passeie por caminhos lunares (ou marcianos...) onde a paisagem é tão acidentada quanto ondulada e bela. O disco sai de uma fornalha quente, o produtor de nome D-Mars, veste-se sob a pele de um maestro, orquestrando vários pedaços e recortes, como um artesão do corte e costura, constroi a pouco e pouco a sonoridade jazz por meio das ruas cruzadas do hip hop.


Proveniente de um longo caminho e de um historial que nunca mais acaba, D-Mars veste as pelas de Rocky Marsiano, e faz Jazz. Não faz o que fazia nos Micro (os mais puros beats de hip hop que já ouvi por terras lusas...), não se deixa escorregar por ligações binárias e robotizadas como fez para Marroquino e Aprendiz, em Impressões Digitais, não faz nada disso... apenas controla e comanda, toca e deixa tocar, mistura e re-mistura (pequenos pedaços perdidos no tempo e na poeira) e faz Jazz.



É The Pyramid Sessions, se cada músico de Jazz tem as suas sessões, D-Mars tem estas... O disco nasce por várias raízes, e traz um novo impeto ao beat diggin' por terras portuguesas, o disco é inimaginavelmente belo de todos os pontos de vista.


Como digger, o disco reflecte samples, cortes, breaks e grooves trazidos de caves empoeiradas, decobertos por D-Mars e por quem mais quer que o acompanhe... são pedaços recortados e juntados por uma maquinação que soa a instrumento musical.

Por lado de músico, o seu disco é acompanhado de momentos geniais, quer por flautas, saxs, guitarras, por teclas, por samples tocados e retocados, salienta-se a genialidade com que Rocky compõe as linhas de baixo... o disco flutua entre pautas musicais saidas de uma mente genial, que já me tinha habituado a grandes produções, mas que conseguiu supreender tudo e todos com esta orquestração fabulosa.
Quer acompanhado por T-One na guitarra, ou por Nel´Assassin nos pratos com a sua musicalidade inegável, ou pelo doce e belo saxofone de Rodrigo Amado, ou pala bela voz de D-Fine, a magia subdivide-se por 14 temas, onde se tratam profundos e densos teclados, onde sample e padaços vocais se misturam com os pads da mpc de D-Mars, e onde por skits ou por temas mais ou menos longos bem ao jeito do improviso "jazzista" se faz música.


Pelo lado da mistura, D-Mars continua a assumir um papel de engenheiro de mistura, tal como já tinha feito no album de Sam The Kid, em tantas outras faixas do catálogo da Loop, nos albúns de Oficio e obviamente da tríade Micro. Este albúm não foge á regra, no meu tema favorito (o tema que encerra os 50 minutos deste LP... de nome "Hold of Me") existe uma mistura perfeita dos vários elementos, o que faz ver que não só se conseguiu tocar as notas certas, como na altura, EQ, e presença certa...!


D-Mars, perdão Rocky Marsiano, fez um disco intimista, num ambiente empoeirado e cinzento, transparece no entanto a força dos blues, the melody of jazz, o groove então esse é supremo, ouça-se por exemplo a base ritmica do primeiro ao ultimo tema (e especialmente estes dois!).

Este disco é sem dúvida a perola do hip hop instrumental portugês, é sem duvida mais um grande nome a juntar ao catálogo da loop (que já ultrapassou as duas dezenas de titulos) continua com o design típico dos albuns desta label (ou seja bom) e é sem dúvida um grande álbum.. que merecia, até pelo seu conteúdo e pelo background do sampling que nele se pratica, uma edição em vinil!


Nota Final: post escrito numa manhã meio adormecido antes do jornal Blitz de Terça faira, pois já me vieram informar de algumas coincidencias entre este post e a critica do álbum no Blitz (que já agora é claramente de louvar) e coincidências ou não... é muito bom saber que não sou o único a tremer ao ouvir este disco, que foi uma das maiores suprpesas que recebi ultimamente!


Resta-me dar os parabéns ao orquestrador e aos músicos que participaram neste álbum...


Peace!
Listen... 'Cause Its Sound Like ... Jazz Heaven.