Friday, January 28, 2005

R(e)apensar


Apesar das pequenas falhas, muito deu que falar, pela positiva, Rapensar de Chullage.
Obviamente que a reedição não trará o mesmo impacto que trouxe a "primeira tiragem" desta obra prima do Hip Hop, no entanto é a opurtunidade de voltar a ouvir o trabalho agora na "versão perfeita", e até percebendo mais facilmente a mensagem transmitida e que é de facto de grande qualidade.

Mais uma vez o liricismo e o flow único de Chullage num albúm que traz ainda 3 temas inéditos:
Nô Kába, Bazás d'lum, Nôs amor inda ta d'pê, e ainda o video clip de National Ghettographik e Ignorância XL.

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Monday, January 24, 2005

Psicoterapia

“Sonoros Arrepiantes”
Mórbido, Forte, Cruel, Indispensável.


Psicoterapia
Temas muito profundos, beats de grande qualidade, grandes vozes, grandes letras. Genial.
Talvez alguns pensem que estou a exagerar, mas sinceramente este disco foi para mim uma surpresa e um aumento de força ao ouvir, cada rima, cada sample, cada beat, cada scratch tudo da melhor qualidade. Uma autentica lavagem à mente, numa viagem por um mundo negro que é mostrado de uma excelente forma.
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Sunday, January 23, 2005

NEL' ASSASSIN Goes Solo!

O Dj do colectivo Micro, dá desta vez cartas a solo.. a solo?

Nem por isso, Dj Assassino vem acompanhado daqueles que sempre estiveram nos seus projectos, e algumas novidades..

Não é um disco de skills on the tables, é um disco de hip hop...
Timecode surpreende bastante em alguns dos temas, a mim particularamente ficaram na memória os temas: O Ideal, Desculpa, Não, Rotação Total e 33-45. Mas todo o disco é bastante interessante.
Assassino toma conta da cadeira de produtor, do cross e também do mic, pela primeira vez (oficial pelo menos para o público), Assasino rappa e dá a conhecer os seus feelings pelas letras dos temas que escreveu.

Quanto a participações:
Sam The Kid, Sagas, Praga, Tony, Nelo, Marroquino e Aprendiz, Decim e Buda, Dourado, Dealema, Carlon, Rita, Tranquilo e Demo, Ridiculo e D-Mars.

No entanto este é um disco multifacetado, passase pelo hip hop mais underground, dasse asas á genialidade de Demo no tema "Desculpa" fazendo um hip hop que deixa transparecer um feeling de pista de dança, passa-se pela instrumentalização de D-Mars em "Rotação Total"(mais um grande beat... ) ao hip hop nortenho em "33-45" sempre marcado pelo sotaque do colectivo Dealema, ou até mais um grande tema dos Ofício que desta vez conduzidos por Assassino e acompanhados dos 10A (Decim e Buda) formam "5 RAPazes"...

O ponto alto do disco para mim fica em: O Ideal (o beat.. a voz frágil do Sagas, o flow descaido do Sam, os cortes do final, o sample : Its the hardest thing... damm!!), e na clubicidade de "Desculpa " com Nel', Rita, Tranquilo e Demo.


Ya like scracthin', so ya like Nel "el" Assassin

P.s.: O single é de facto : O Ideal, e já está em rotação sob a forma de videoclip, parabéns ao Dj Nel, esperamos agora um disco de Skillz e instrumentais (mais scracth e menos palavra no bom sentido)!A festa do flyer acima foi a apresentação deste projecto/album live.Congrats!

Peace
The Pro @ MPC

Tuesday, January 18, 2005

KONPASSO - COMPILAÇÃO

Konpasso

Mais uma compilação se alastra no panorama musical Português.
Desta vez saída dos estúdios Konpasso sai a compilação com o mesmo nome.
Bons beats, boas letras, com grandes dicas, talentosos Mc’s e Dj’s, rimas não apenas em Português mas também na língua francesa; num cd que deixa transparecer o seu estilo underground como de resto era de esperar dos participantes.
O albúm é forte, traz bons concelhos e transmite bem a mensagem, no fundo traduzindo aquilo que realmente é o Hip Hop, um meio musical cheio, que fala dos mais variados temas, mas que se preocupa em grande parte das músicas, em alertar, numa tentativa de mudança do que está mal. O albúm transmite tudo isso de uma forma talentosa como de resto já referi, e a meu ver cumpriu da melhor forma a sua missão de boa música com boa mensagem, porque a meu ver todos esperamos que tudo se torne melhor e todos gostamos de ver os problemas desaparecer.
Para ser sincero quando adquiri o Cd Konpasso, nunca pensei que fosse gostar tanto, pensei sim que iria gostar mas não que me fosse tocar da maneira própria como o fez, o album traz alguns assuntos que tal como eu muitos devem achar que devem ser falados com mais frequência e que não tinham sido ainda encarados de certos pontos de vista aqui presentes.
Todos os temas me marcaram de uma certa maneira, e por isso não irei fazer propriamente um destaque de temas a falar.


Deixo então apenas esta nota sobre a primeira música que me marcou pela sua fonte pura.
É um autentico espectáculo de Dj’s, com um Mc a apresenta-los, o que não é muito vulgar num album tão povoado de Mc’s, em que há sempre aquela tendência de o Mc ter o papel principal e não se dá tanta importância ao Dj, mas este som funciona como uma espécie de erguer de uma das raízes desta música, e neste caso erguendo-a com grandes skills, nesta música os Dj’s voltam a ter o principal papel “roubado” ao longo do tempo pelo Mc.
Vale a pena ouvir.

O album conta com as participações de:

Bob da Rage, Bourbon, Deck-Arte, Factos Reais, Fundação, KGB, Les Imposteurs, Magnum, MGroup, Noscar, Nuclear, Predadores, Profetas Urbanos, Vekops…


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Saturday, January 15, 2005

SKILLZ:

Guess who's back, back again,
A bendita skillz is back, tell a friend.

De facto a revista skillz que se tinha iniciado há uns tempos pelo número experimental 0, assim ela volta pronta ao ataque, numa forma trimestral, com granes conteúdos, baixo preço e um cd com algumas tracks...



Nesta edição:
Chullage em destaque,
Oficio, Dj Cruzfader, PM, Mosaik (em grafitti zone), Bob da Rage Sense, Jay Rock (no break), Swymmers, Sir Scratch (que traz uma faixa inédita no CD), NGA, entrevista a Loop recs, e isto e apenas metade das entrevistas e de recheio desta Skillz.

A Skillz foca as quatro vertentes do Hip Hop, trás reviews de Cd's, top charts, história, grafitti, breakdance, BD,convidado VIP (nesta edição Rui Unas), Fórum de Discussão (rap feminimo em Portugal).


Revista Skillz a venda em vários postos por 4.5 euros.
Contacto: revista.skillz@gmail.com


Skillz a Revista 100% Hip Hop Tuga.


Peace Shorty, and Skillz staff,
keep the ligths open.

The Producer 2005

JAZZ EXTRA! ISSUE#2

Este ano começou por trazer novas sonoridades a minha colecão, especialmente do planeta Jazz, entre Miles Davis e El-P, passando por Guru ou por Donald Byrd..





El-P – High Water featuring The Blue Series Continuum:

A atmosfera que rodeia esta rodela preta é simplesmente genial, os blues e as tarolas aguçadas perdem-se pelo stereo ofuscando os sentidos do ouvinte (neste caso eu!).
The Blue Series Continuum é um conjunto de seis músicos que embarcaram nesrta avenetura liderada por El-P, as sonoridades rondam o jazz, denotam-se as influências da electrónica que aqui convive perfeitamente com o Baixo de William Parker, o Trombone de Steve Swell, A Flauta de Daniel Carter, Trompeta de Roy Campbell, os aguçados Drums de Guillermo E. Brown e o melodioso toque pianistico de Matthew Shipp. Tudo isto sob os arranjos magnificos de El-P.
Mas chega de conversa, pois este é um disco para se ouvir no mais profundo dos silêncios (pelo que a minha cave está mesmo bem localizada..), salientam-se vários temas de ambos os lados, mas sem dúvida que Intrigue in The House of India, Get Your Hand Off Mu Shoulder, Pig, entre os restantes são instrumentalizações lindas, mas o auge do disco está em: When The Moon Was Blue, com a voz frágil de Harry Keys o pai de El-P (nome verdadeiro: Harry Meline, a quem o album está dedicado).
Editado pela ThirstyEar, em 2004, fica aqui uma solução para as noites de chuva!






Steamin’ with The Miles Davis Quintet:

O incontornável Miles, mestre o trumpet, como se de uma milicia organizada se tratassem: Coltrane, Red Garland, Philly Joe Jones e Paul Chambers juntamente com Miles formam o maior exército jazzista que os meus ouvidos já presenciaram.
Steamin’ with The Miles Davis Quintet, remonta a gravações originais de 11 de Maio de 1956, alinham-se temas, improvisos, enfim...
Salt Peanuts é um dos temas deste belo disco, uma destruiçãp para os ouvidos de qualquer produtor de hip hop, pois tem um belo solo de P.J.Jones quase interminável, não suscetptivel a produtores que sofram do coração... Surrey with Fringe on Top, Salt Peanuts, Something i dreamed last night, Diana, Well You Needn’t e When I fall in love, são os temas incluidos nas doze polegadas de Jazz.





A Love Supreme- John Coltrane:

Sem medos, a edição de A Love Supreme, o classical de J.C., tras-nos um vinil pesado, com toques de metria por tudo quanto é corte, em cada elevação da agulha soa o saxofone de Coltrane, sem medos, frágil mas coragoso no meio da bateria de Elvin Jones, das teclas de McCoy Tyner e envolvido no calor das baixas freqências de Jimmy Harison.
Para além de ser um grande disco! A edição é de facto muito bela, por isso para quem não possui uma edição empoeirada de A Love Supreme, esta é uma grande compra.





BlackByrd – Donald Byrd

A primeira vez que me passou alg de Donal Byrd pelos ouvidos foi quando ouvi Loungin’, de Guru e Byrd no Jazzmatazz vol.1, desde logo fiquei com o nome de Byrd na cabeça: “i’m loungin, and i got my man Donald Byrd, and I’m Loungin...”.
Donald Byrd é um dos mais conceituados trompetistas de jazz da história, capaz de acompanhar os beats mais groovy (como o primeiro deste LP) ou os temas mais blue, sempre sem perder um toque muito jazzy.
A grande obra prima de Donald foi a versão Lp “Ethiopian Nigths”, que ainda não puz as mãos em cima, por aqui fica esta versão de Black Byrd original Blue Note (the finest jazz since 1939 ensinou-me um certo senhor há uns tempos...paz para ele.).
Deixo aqui a pequena playlist de Black Bird versão doze polegadas...alinham: Flight Time, Black Bird, Love’s So Far Away, Mr. Thomas (checkem lá this groove please) , Sky High, Shop Jar blues e Where Are We Going?
Tudo pelas mãos de Donald Byrd que entra já no filme que vem de seguida pelas mãos de Mr. Guru.






Jazzmatazz Vol.2

Se o primeiro volume de Jazzmatazz supreendeu por : “ser o primeiro a fazer”, este volume vem demonstrar : “como fazê-lo jazzy style”, este volume é sem dúvida a confirmação da genialidade deste projecto.
Muitíssimo mais forte, muitissimo mais jazzy, novos convidados, grandes temas.
Guru cada vez me surpreende mais, sabendo que em 1995 ainda estava o hip hop português a dar os primeiros passos, e Guru estava já a fundir o seu estilo com grandes mestres do Jazz pela segunda vez, e com ainda maior sucesso!
Desta vez abre-se mais o leque sonoro, deixando absorver sonoridades como a voz de Chaka, que vem trazer uma nova faceta ao disco.
O projecto conta com Donald Byrd de novo o que para mim foi muito agradavel... A participação dos Jamiroquai está estrondosa, criando com Guru um tema (the Lost Souls) que é perfect blues meets Guru and Jay Kay. Enfim, é um dos grandes temas apenas: Respect the Architect é provavelmente um dos melhores temas, bem como o melódico: Nobody Knows, ou The Traveller.
Há reggae, hip hop beats, soul, turntablism, tudo embutido em camadas de jazz e muitos rhodes mkII á mistura, muitos saxs, e tudo o que se podia esperar do mestre Guru, que desta vez trouxe também Premier para o projecto.
É caso para dizer Damm! E para questionar como é que eu só descobri isto agora tantos anos depois, mas isso é outra história!







Para o próximo capítulo FUNK EXTRA! Vol. 1001, com muitos discos novos (antigos quero eu dizer...) que aterraram na minha coleclão nos ultimos tempos (entre eles: Barry W., F.Kuti, J.Brown, Isley Brothers, Sly and T.F.S., etc,,, )

PAZ!
The_Producer 2005