Monday, December 27, 2004

SPOTLIGTHS of the 2004 Year!

O ano de 2004, foi para mim pessoalmente um ano musical, simplesmente isso, comecei este blog, ainda nem há seis meses, desenvolvi o que espero um dia vir a se poder chamar de o meu estilo como produtor e foi um ano simplesmente de aprender o que é a música no máximo de vertentes possíveis...

Vou destacar apenas alguns discos de relevo neste ano de 2004, não são os melhores ou piores, são os discos que sairam da sombra e vieram para o mercado este ano e se destacaram, no panorama nacional do Hip Hop e não só:



Poesia Urbana vol.1

Loto - Back To Discos

Oficio - Impressões Digitais

A Naifa- Canções Subterranêas

Prince Wadada - Natty Congo


1-UIK Project - Strategies and Survival

Mesa - (re-edição de 2004)

XEG - Conhecimento

Wraygunn - Eclesiastes 1.11

Chullage - Rapensar

Fuse - Inspector Mórbido Instrumentais

Expensive Soul - B.I.

X- Wife - Feeding The Machine

Pluto - Bom Dia

Da Weasel - Re-definições

Quinteto Tati - Exílio

Bullet - Torch Songs for Secret Agents


Tony Mc Dread - 100 Papas Na Língua

Xutos e Pontapés - O Mundo ao Contrário


Sunday, December 26, 2004

Natal em jazz!

JAZZMATAZZ



Quando um membro activo dos Gangstarr, Guru, se propõe a trabalhar com grandes nomes do jazz, surge algo diferente, o estilo é uma fusão entre a mente de Guru e o seu Hip Hop e toda a envolvência jazz que o rodeia...
São exemplos disto quase todas as faixas do álbum, que se auto-intitula como uma fusão experimental entre dois estilos que embora a um olhar fugaz possam parecer distintos estão muito interligados pela musicalidade.
Guru apresenta o primeiro volume de várias histórias corriqueiras ou intensas de jazz, sob um liricismo que se desliga do seu flow hip hop e bebe cada palavra ao som dos compassos dos jazz drummers..músicos como Coutrney Pine, Ronny Jordan, Carleen Andersom, Roy Ayers, Donald Byrd, Lonnie Smith e Mc Solar...
Claro que se por um lado se sente a presença lirica do hip hop, um fã de jazz entretem-se com as composições originais de Guru himself... sentado na cadeira de produção, sentado na instrumentalização, e de caneta na mão, Guru assume a sua forma jazzista...

Temas como Lougin', slicker than most, le bien le mal (com o flow arrebatador de MC Solar..), são algumas das pérolas a meu ver (ouvir..) neste disco!

Fico a espera que algum pai natal atrasado me presentei com os seguintes volumes de Jazzmatazz...
Contudo a nota mais importante foi lançada, Guru é mais que uma das pessoas relevantes do Hip Hop, é uma das pessoas mais relevantes da música em geral(enfim.. hip hop também é musica...)

The Engine Room

A história dos bateristas de jazz, pode ser contada, não brevemente mas em cerca de quatro cds, do two-step e do chicago style, passando pelo swing, e terminando no jazz contemporâneo...

Nomes de jazz drummers podem parecer algo desconhecidos a alguns, mas mesmo assim consegui reconhecer alguns dos mais relevantes, o que fazem desta box set uma enciclopédia de aprendizagem do jazz...nomes como: Gene Kupa, Sid Cattlet e Art Blakey...

Ficam aqui estas prospostas jazzy em época pós-natalicia! Divirtam-se!

Peace!
Deparei-me com uma pequena coleção de singles de Nat King Cole, Ottis Redding, e outros , o que pode vir a dar os próximos temas de conversa... uma mini gold mine... com outros grandes discos pelo meio..

Friday, December 24, 2004


Humanos

António Variações-20 anos

Este ano aconteceram duas importantes datas no que toca a este autor, 20 anos sobre a morte e o ano em que faria 60 anos.
Agora com 2004 quase a findar é editado o seu 3º disco, a cargo da
EMI e de Os Humanos.

Este trabalho foi então fruto de um conjunto de gravações caseiras em cassetes, que durante algum tempo após a morte de António Variações permaneceram nas mãos da família, até que o seu irmão Jaime decidiu leva-las á EMI dizendo que seria bom fazer alguma coisa com aquelas canções. A EMI tardou a responder, parecia ter-se esquecido deste inesquecível facto, e um dos trabalhadores admitiu mesmo poder ter perdido as cassetes, mas no entanto não tardaram a ser achadas e tudo não passara de um susto.
Gerava-se agora outro problema…como editar as canções, visto que se tratava de uma enorme responsabilidade, e aí sim surgiram os tais Humanos que dariam o que faltava a todo este projecto, mas como é de calcular é bastante difícil mexer com um trabalho que não é o nosso e que não se sabe ao certo o que o autor faria ainda com ele, o que demonstra confiança e coragem nestes músicos. E assim partindo de suposições e de grandes músicos nasce o 3º disco de um dos maiores autores portugueses de sempre; António Variações, um homem que segundo a maioria nasceu na época errada, aquele cujas músicas se enquadram perfeitamente nos dias de hoje, um músico completo, daqueles a quem lançam álbuns mesmo depois de morto, que é reencarnado no disco das canções que nunca gravou.


Aqui está então a lista daqueles que tiveram a coragem e a honra de completar as músicas deixadas por António Variações:

Voz - Camané, Manuela Azevedo e David Fonseca.
Guitarres - Hélder Gonçalves e Nuno Rafael.
Teclados - João Cardoso
Percussões - Sérgio Nascimento


Parabéns para eles, para a
EMI e acima de tudo para António Variações, não só pelo trabalho deixado, mas também pelos 60 anos que teria feito no princípio de Dezembro.

[[]]

Thursday, December 23, 2004

Natal em Reggae Vibes!


Passem o dia 25 com um grande sorriso!
Mercado Da Ribeira, 25 Dez 2004.



Pois é...o mpc4000.blogspot.com passa agora pelo seu primeiro Natal, pelo que desejamos um bom Natal a todos os nossos leitores e prometemos novidades aqui no blog (como de resto ja foi anunciado) nos meses que se avizinham já de 2005.

Monday, December 20, 2004

Designer's @ Work

Prometemos que vai ser breve, estamos em vias de iniciar o novo ano, com um pé no futuro...


Começaremos pelo design.... e sempre em frente!



Peace
The_Producer's , MPC Team @ MPC4000

Friday, December 17, 2004

O ano "0"!

Como se costuma avisar aos caloiros nas faculdades, o primeiro ano é smpre o ano zero!
Por isso nós (MPC4000 - o blog) ainda nem, um ano temos, começou em agosto mas só realmente em Setembro de 2004.

Com 2004 a findar vinha só trasmitir as novidades para 2005( algumas claro):

  • Entrevistas regulares
  • Actualizações no The Producer Studio regulares
  • Críticas a novos álbuns e aos clássicos todas as semanas
  • Rubricas: Diggin' , Producin', Writtin' , e mais umas.
  • Novo membro numa nova secção dedicada ao "Reggae"
  • Downloads
  • Novo Design
  • E a mesma tralha de sempre!

Por isso... i say:

Peace!

Thursday, December 16, 2004

Gangstarr


Sem dúvida uma das mais importantes senão a mais importante referência do Hip Hop Americano.
Ao contrario do que algumas pessoas pensão os Gangstarr “estão cá” á mais tempo do que imaginam. São já por assim dizer Anciões na escola do Hip Hop tendo criando uma espécie de nova universidade com novos cursos de rima, de flow e de beats, ouvir Gangstarr é então semelhante a uma constante aprendizagem e é também impossível ouvi-los sem deixar de ficar com certas referencias guardadas.
O mais recente trabalho de Gangstarr é dotado de grandes sons como de resto nos têm vindo a habituar, grandes sons tais como Skillz, Put up or Shut up, entre outros, sendo que o albúm é intitulado The Ownerz. (esta é apenas uma breve anotação porque admito que ainda não me sinto totalmente a vontade para falar do trabalho desta banda mas certamente the_producer irá dizer o que faz falta a seguir...)
Producer já sabes que agora é a tua parte e é naquela… “pull up or shut up” J




The_Producer Signs in!

Resposta: Completamente pull up!
Gangstarr conseguem ser uma banda genial ( e talvez o chamar-lhes banda seja o mais adequado...) sim Guru não toca nenhum instrumento live no disco, sim Premier recorre ao sampling a torto e a direito e toca o seu instrumento na perfeição – a turn, que é de facto um instrumento!
De uma forma consistente os Gangtarr vieram e ficaram, eu não me lembro pois como disse o Marques, eles estão cá há muito...a velha escola está definitivamente de volta em “The Ownerz”!
O disco não é propriamente recente, mas neste blog ninguém fala de discos recentes, falamos simplesmente de música.... e isto é um dos maiores discos de Hip Hop que se cruzaram no meu curto caminho.
Os instrumentais são loops, sim são! Mas cada loop encerra magia, uma magia á qual eu já estava acostumado vinda dos lados de Premier, afinal que não se inspirou em Premier pelo menos uma vez na vida.
São baixos agressivos, são as dicas da “street”, a realness de Guru, o love pelo movimento, os discos samplados, a velha escola, que fazem deles os donos. São de facto The Ownerz of something, a true sound....
Estão dentro dos meus favoritos e de lá não saem!
Temas como skills, riot akt, fazem do estilo liricista de Guru, um verdadeiro debitador da rua, e de Premier um produtor de primeira classe.

P.s.:o site deles estava genial e tem estado off-line desde há um mes!
Para grande infelicidade minha....anyway está aqui o link para se voltar ao activo:
Gangstarr



Links! O retorno!

Enquanto os designers convidados não actualizaram o nosso terrivel design e incluirem uma barra de link, queria pedir desculpa da parte do MPC4000 - blog que já tem vida própria - a todos os sites que nos puseram nos links (e já são muitos, e podem ser mais!), e deixo aqui algumas das nossas referências obrigatórias no mundo bloguista e da internet no geral(ordem é aleatória..) :


H2Tuga - o melhor site de informação de hip hop feito neste país
Hit da Breakz - os meus mestres!
Veneno Productions - o blog relaxado e atento!
Ocult0 - o blog da musica oculta!
Mr Marques - Artigos do nosso contribuidor compilados
RIIST - Rádio do IST Alameda
Hakaro Verbal - blog pensante1
Brain Engine Blog - blog pensante2
A Forma Do Jazz - culto ao jazz, um blog de se lhe tirar o chapéu!
Yeah Yeah Yeah - outro "senhor" blog..
Loop Recs - Editora Loop Recordings
Matarroa - Editora Matarroa
Horizontal - Editora Horizontal
Power Up! - blog electrónico


Desculpa a quem ficou de fora, não foi por mal, foi por esta mente estar cheia de projectos e se esquecer de quem importa!

E-mail de contactos MPC team - MPC4000@walla.com


Peace
The_producer @ MPC4000


Sunday, December 12, 2004



Centralização & Descentralização do Hip Hop

Este tema levanta essencialmente dois tipos de opiniões:
Existem pessoas que gostam de um Hip Hop restringido a um meio mais Central de grandes urbes, enquanto que outros dizem que o Hip Hop não escolhe regiões e que não deve pertencer apenas ás grandes cidades.
Quanto a mim prefiro a segunda opinião, porque acho que para além de estilo de música o Hip Hop é uma denúncia do que está mal, dos problemas das gentes de qualquer local, pois não são apenas as pessoas que vivem numa cidade que têm problemas existem também cenas a mudar noutros locais, outros problemas ou até os mesmos. E porquê fazer calar aqueles que não estão nos “grandes” centros? Não é isso absurdo? Na minha opinião é sim absurdo, e espero ainda por alguém que me demonstre uma boa razão ou conjunto de razões para o Hip Hop se manter apenas nas “grandes” cidades, para ver se mesmo não concordando consigo perceber o porquê dessa ideia a meu ver conservadora.

Já existe no entanto um andar contra esta centralização e por isso dou por exemplo os parabéns á Covil Produções que fez ainda à pouco tempo a Colectânea
“Além do Tejo” “que reúne nomes como Movimento Clandestino, Projecto de Surra, Blaya ou Camate. Novos projectos, provenientes da zona do Alentejo, a impulsionar a descentralização do Hip Hop nacional”(H2tuga).
Gostaria então de ouvir isto o mais depressa possível, para ver justamente o que vem de fora das “cidades capitais” por assim dizer (Porto e Lisboa).
Espero que a partir de projectos como este as pessoas passem a aceitar com naturalidade a descentralização e espero também que se façam mais projectos assim.

[[]]

Saturday, December 11, 2004

100 Papas Na Língua

"Eu acho que o hip Hop português está a ficar maduro .... cada vez mais sólido..."
Tony Mc Dread @ PIB



Tony Mc Dread trás nos temas concretos, num disco simples e fluído.
O seu flow "old-school" está carregado de mensagens e ao mesmo tempo é capaz de temas descontrídos que nos fazem quase dançar.

O disco embora seja de TMD, não se limita a isso, entram mil e um convidados que enriquecem ( e muito!) o conteúdo musical e lirico. Em termos de produção conta com Dj Link e Kronic, Sagas, enfim muitos convidados que participaram nos instrumentais do álbum que foram supervisionados pelo proprio TMD.

Vocalmente destacam-se várias prestações como Praga, dos Nigga Poison, Sagas dos Micro, e a bela voz de Maria Morbey... entre tantos outros....
TMD volta em força depois de 10 anos de ausência (tinha editado pelos Zona Dread na era Rápublica), com um disco literalmente sem Papas na Lingua, um MC com força de vontade para fazer a sua cena!

O single é "Tive Lá", um tema simples de ouvir com uma mensagem critíca proeminente, é a confirmação do estilo de TMD, um Hip Hop musical que se dispersa por várias areas musicais: soul, funk, gangsta, enfim...
"I like this people", espero que ouçam este disco atentamente e tirem as vossas elações... big up Tony Mc Dread!


Peace!
The_Producer @ MPC

Friday, December 10, 2004

AGENDA MUSICAL:

Dia 10:

Cascais: Bod Da Rage Sense e Patricia Rodrigues na fnac do cascaisshopping.
Esmoriz: Mão Morta , no Albatroz
Lisboa: Centro Cultural De Belém apresenta, Mulgrew Miller e Steve Nelson e o Sexteto de Jazz da Esmae.
Lisboa : Rui Murka @ Frágil
Lisboa: Chocolate city com Yen Sung, e Dj Glue , sets by R. Murka @ LUX
Porto: Edificio Da ALfandega, Festival blue Spot com: 2 Many Dj's , Soulwax, Rainer Truby, Nicola Conte, Queens of Noise, X-Wife, 1-Uik Prroject e U-M feat Global Vibes.
Porto : Fnac de Sta Ctarina, Danças Ocultas
Viana do Castelo: Dj Overrule @ off

Peace

The_Producer @ MPC

Wednesday, December 08, 2004



Loop Recs

Inspeccionando o Mórbido

Fuse-Inspector Mórbido (Instrumentais)

Fuse o conhecido Mc Português e membro do grande grupo Dealema, apresentou a alguns meses o seu Cd de Instrumentais.
Editado com a marca de qualidade da editora Loop Recordings o album é essencialmente marcado por uma elevada colecção de samples de filmes de terror habilidosamente utilizados pelo autor em Beats que se podem caracterizar por Mórbidos e Absorventes, que nos envolvem e revolvem o espírito.
O autor confirma assim o seu grande a vontade na arte de fazer Beats, e mesmo que chamem preguiça o facto de ter samplado tudo ou quase tudo de filmes há que ver que fez um excelente trabalho.
Há também algo que gostaria de referir neste album, que é a apresentação no que toca á capa, é de facto um trabalho de Design de apreciar e que traduz da melhor maneira o que lá dentro se passa, e é uma das poucas capas no panorama nacional que é de facto digna de elogios, embora não se dê muita importância ás capas e o realmente importante seja a música, as capas também têm a sua importância ou caso contrário apenas teriam o nome do album e do autor.

[[]]






Friday, December 03, 2004

Conversas sobre Diggin'

Infelizmente fui agarrado na corrente, agora é tarde demais... estou viciado... chamem-lhe o bichinho do Vinil ou do diggin', whathever, o que importa é a música...

Aqui ficam as ultimas cacthes:

(algumas nem recentes são mas são coisas que influenciaram a descobrir novos caminhos musicais, neste post é o vinil: "History Of Otis Redding")





Funky Drummer De James Brown , penso que nem esta rodela nem o break tem de ser explicados, a musica maior parte das vezes fala por si mais espectacularmente que as minhas palavras...



Okay.... Lembram-se de Walk This Way dos Run DMC (que silly question, rigth?)
Então lembram-se de quando numa sessão de estúdio Jam Master Jay tinha este disco na crate e largou um simples scratch no break e fez entrar as guitarras... ai o mundo ficou a conhcer a faceta Hip Hop / Rock e provou-se que o Hip Hop é sem dúvidas o estilo mais abrangente da música.... Aerosmith, Toys In The Attic, 1975.




Este disco é belo, é belo na sua capa, é belo no love, é belo no sentimento e é bela música. Fica aqui para o Tony se roeer de inveja em The Funk Connection



Ahh.. I fell good, says The Producer, estes três discos de sete polegadas são amostras do talento de James brown, um rei que fez muita gente despertar para o Funk.
Da esquerda para a direita: Hey America Single, Sex Machine e Funky Drummer.



Quando um disco destes é comprado por 100 escudos, começa-se a perceber que há para ai uns grandes discos perdidos em Portugal. CHAKA KHAN em Destiny.



Um daqueles discos dos inicios dos 80's onde toda a gente, literalmente, aprendia breakdance. Obvio que há aqui breaks, mas não são nada de especial...


Disco Star: Amadeo, e um estilo bem disco, numa rodela no mínimo dançável.




A história muscical de Otis Redding, chegou-me por meio deste disco, comprado numa banca do Chiado...diggin' diggin'....



Sobre o Digging:

Pediram-me para escrever sobre o diggin', não tenho dúvidas que isso não me espanta, não é nada conhecido... Nem poderia ser... o verdadeiro digger, é aquele que passa despercebido no meio da multidão, fala com os vendedores como se não se importasse com o disco, não levanta túmultos, e não mostra os discos aos demais diggers , por outro lado o verdadeiro digger, é aquele que sente os discos e os respeita, não se preocupa com o facto de os discos serem vistos, e ajuda os outros a compreender a música profundamente tal como ele a vê.

Claro que tenho a mais plena noção que acabei de fazer um enorme contracenso, e compliquei uma definição, mas acreditem que há coisas que não dá para definir, por isso, diggei umas frases sobre esta aventura musical e espirutual e deixou-as aqui para quem as quiser compreender:


"No universo do diggin' as histórias de terror abundam: seja o holy grail que se descobre por um euro na Feira da Ladra e que depois revela uma rodela de vinil partida ao meio ou o dilema clássico da banca com duas caixas de discos - o medo de que a caixa por que optamos primeiro só tenha porcaria enquanto a outra, explorada por um digger concorrente, possa esconder dezenas de preciosidades de funk provoca sempre calafrios até no digger mais experimentado!"

Digga @ HdB

"Andando em passo lento, perscutanto com o olhar de falcão todos os recantos de uma azáfama corriqueira no meio das ruas de lisboa, eis que os seus olhos brilham e se deparam com mais uma mina... será preciosa?"
Pedro Lopes

"Para poderes usar o diggin' para teu proveito tens de primeiro compreender o contexto musical em que tudo se insere e respitar as regras... só depois serás livre"
Adaptado de uma quote de Dj Shadow




Ofício: Já nas impressões digitais da música


Impressões digitais já a venda nas lojas do costume: por Loop Recs


Mr.Marks Signs In:


Ofício na Invasão!



Ofício

Digamos que este disco ficou muito abaixo da minha expectativa, pensava que seria algo de superior ao que ouvi ao escutar o albúm, não que sejam sons mal construídos, nada disso, há que admitir que a base instrumental do albúm me pareceu muito bem construída, mas quanto ás rimas já me surgem algumas dúvidas, parecem-me um bocado repetitivas e não muito fortes, mas percebo também que há pessoas que não querem falar apenas de problemas e talvez ponha os Oficio nesse “saco”, talvez influenciados por uma aura comercial, provável, mas não é por isso que temos de deitar a baixo, é um estilo que está lá e tem de se respeitar embora não seja o meu preferido.
Quanto ao flow parece estar consistente mas acredito que consiga ficar ainda melhor, fico então com a ideia que os Oficio conseguiriam fazer algo de melhor, ou pelo menos mais ao meu agrado não sei, tudo depende do gosto de cada um. Beats já estão bons mas insistiria numa melhor reflexão das letras, e talvez um não muito importante treino de flow, mas nada de mais porque este já está bastante razoável.
No fundo penso que isto será um bom resumo do que disse:
Isto não é estiga é motivação amiga”, e não continuo a frase porque já deram provas na primeira liga.
Acho que as críticas levam sempre a uma melhora ou pelo menos tentativa de melhora e é essa melhora que gostaria de ver nos Ofício em trabalhos futuros.




The_producer signs in:

Ofício - Impressões Digitais

Hipocrisias á parte, este disco não me entrou á primeira, o que pode não ser um bom preságio apenas significou que eu não lhe tinha dado a atenção suficiente e o ouvi num contexo de escuta bastante forçado...
Agora descrevendo um pouco o percurso que conheço dos Ofício, lembrou-me claramente de eles aparecerem em compilações em 2000, em compilações do D-Mars. O que me lembrou dessa altura é que o Aprendiz já me tinha prendido a minha atenção em termos de Mcing.
O disco: Impressões Digitais, é sem dúvida a confirmação do bom caminho de trabalho dos Ofício nas "routes tramadas" do Hip Hop Nacional.
O disco abre com um instrumental brutal, foi a primeira coisa que me lembro de pensar quando ouvi o disco, ainda da primeiríssima vez. De facto a D-Mars não se podia pedir melhor, as producções estão espetaculares, o que vem afirmar o seu lugar na cadeira de produtor. A invasão é realmente surpreendente, foi o primeiro tema que me agarrou fielmente a este álbum, o flow não é suave, é malicioso, é agressivo, é musical e imponente. Talvez me esteja a perder em demasiados elogios a um tema apenas mas de facto o disco começa de forma sublime.
O single selecionado para a promoção foi o tema com um convidado de luxo, como dizia Tony Mc Dread aí á uns tempos, Tim (vocalista dos legendários Xutos) fez muita gente abrir os ouvidos para o mundo musical português... O tema tem um instrumental mais uma vez sublime e os Mc's estão realmente num registo mais musical do que ultimamente se tem visto no panorama nacional... talvez agora reforçado no disco novo do Mc Dread. Tim dá uma contribuição poética ao tema, faz com que seja mais que um rap, talvez uma junção de diferentes "partes" da realidade, mostrando que o hip hop veio para o nosso pais e é para durar e já está a ser fortemente abraçado pela comunidade artistica....
Para não me estender comentando todos os temas do álbum (só o fiz uma vez: Melo D, há muito muito tempo, quando só eu lia este blog...) vou apenas opinar sobre aqueles temas que me fizeram tremer na cadeira da aula de álgebra.
"Entra No Vício" mais uma vez um tema genial, com uma força vocal brutal reforçada pela voz furiosa de D-Mars, entro no exagero de afirmar que para mim as melhores deste album são Invasão e Entra no Vicio, talvez apenas igualadas por: "De Volta" uma união que claramente fez a força um tema com a presença de Sagas, D e Dourado. Anyways os temas bónus estão muito bons, num registo mais chill-out, o que me supreendeu neste álbum e ainda não o tinha dito a ninguem foi que:

É possivel delinear vários sentimentos que evoluem ao longo da barra temporal do disco, enquanto que a abertura é drástica afirmarndo os Oficío como potenciais campeões de flow, á media que o disco avança as coisas vão se modificando e as recordações e as coisas que realmente importam vão tomando o seu devido lugar (os irmãos verdadeiros e os nossos sonhos) vão dominado os sentimentos e a poesia surge e flui natural em "Sonho" uma bela forma de explicar os factos imcompreensiveis, a explicação do inexplicável...

Este áparte serviu apenas para finalizar e explicar o meu sentimento ao escutar o disco, finalizando... um grande disco em termos instrumentais gera ritmos reggae, dancehall, hip hop cru e puro ( e vários tipos de instrumental que nem fazem o meu estilo, mas D-Mars trabalhou muito, e claramente o resultado final foi uma instrumentalização genial) quanto aos Mc's já o tinha refeido numa outra discussão, estão no top... como o Marks fico á espera de mais "Oficios"!


P:S: ESTE POST AINDA NÃO FOI SUBMETIDO Á CORRECAO DE ERROS , pedimos desculpa pela demora.... peace!



Wednesday, December 01, 2004

MPC agradecimentos.

Agradecemos ás 500 pessoas que visitaram a página durante o primeiro mês de utlização do "counter".

Da minha parte "The Producer" e da parte do "Mr. Marques", que comecará agora a publicar mais frequentemente, informamos que este número é meramente informativo.

Serve apenas para nos dar animo a melhorar o site, com novos elementos desde Janeiro:
- Entrevistas mensais
- Downloads dos samples
- Reviews mais up to date dos novos álbuns
- e tudo o que já tinhamos feito continuará...


Agradecemos a quem mais nos motivou e criticou.



Peace!
Como se diz na rádio: fazemos isto da mesma forma para 5.000.000 ou para 5 pessoas.